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Inteligência Artificial

Meta Muse quer agir por você, não só responder perguntas

O agente pode comprar, reservar viagens e negociar em nome do usuário. A aposta da Meta depende de permissões granulares e de uma máquina virtual isolada.

05 de out. de 20263 min

A Meta lançou o Muse, um agente pessoal pensado para executar tarefas online em vez de apenas sugerir como fazê-las. Ele pode pesquisar e comprar produtos, reservar viagens, preencher formulários, enviar e-mails e até negociar em nome do usuário.

A diferença prática está no que acontece depois do pedido. O usuário pode definir um objetivo mais amplo, e o Muse monta um plano e continua trabalhando mesmo quando o aplicativo é fechado. Se surgir uma mudança ou uma decisão sensível, como concluir uma compra ou enviar uma mensagem, o agente pode interromper o fluxo e pedir autorização.

Um navegador próprio, com limites

Para operar sites e serviços conectados, o Muse usa uma máquina virtual dedicada na nuvem, com navegador próprio. A Meta diz que um segundo agente, chamado Sentinel, avalia as ações: algumas seguem, outras são bloqueadas e as que exigem consentimento ficam pendentes de aprovação.

O usuário escolhe quais serviços conectar e o que o Muse pode fazer em cada um. Segundo a empresa, o agente não vê senhas nem dados de pagamento, e suas ações ficam registradas em um histórico de auditoria. Para compras aprovadas, o pagamento pode passar pelo Link, da Stripe, que gera um cartão virtual de uso único.

O risco muda de lugar

Isolar o navegador e pedir confirmação reduz alguns riscos, mas não elimina o principal: um agente autorizado a interagir com contas reais ainda pode interpretar mal um pedido, escolher a opção errada ou ser induzido por conteúdo malicioso em uma página. O histórico de ações e as permissões por serviço são controles úteis; não substituem limites claros de gasto, escopo e reversibilidade.

A Meta afirma que conversas e dados guardados na máquina virtual não são compartilhados com seus sistemas de anúncios. Também oferece a opção de impedir que as interações sejam usadas para treinar seus modelos. São compromissos importantes, mas a confiança vai depender de como esses controles funcionam no uso real, não apenas da arquitetura descrita no lançamento.

Disponibilidade inicial

  • Disponível inicialmente nos Estados Unidos para pessoas com 18 anos ou mais.
  • Acesso por um aplicativo dedicado ou pelo WhatsApp.
  • Uso básico gratuito; planos de US$ 20 e US$ 100 mensais para uso mais intenso.
  • Suporte aos óculos de IA da Meta está previsto, mas não foi detalhado como disponibilidade imediata.

O Muse aponta para uma mudança de interface: em vez de abrir vários aplicativos e executar cada etapa, o usuário delega o resultado e acompanha as exceções. Isso só será uma melhoria se a pessoa conseguir entender, limitar e desfazer o que o agente faz. Autonomia sem controle é só automação com uma conta bancária conectada.

Fonte: Anadolu Agency. Confira também as notícias de inteligência artificial.

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